sábado, 28 de novembro de 2009

finais

Finais sempre reservam um grande espetáculo, feliz ou triste, mas sempre espetáculo.
O final de cada dia é o espetáculo do pôr-do-sol.
O final de cada noite é o espetáculo do amanhecer.
Se chove, assistimos ao espetáculo da dança das núvens e raios sob o sons aterrorizantes dos trovões.
Quando volta a calmaria, sentimos a vida que revive da terra molhada em seu frescor mais doce e inebriante.
Mas o bom mesmo são as coisas que acontecem entre um fim e outro.
O sol escaldante do verão que faz suar a pele quando a gente está pelas ruas com os amigos e amigas por causa de algum trabalho ou por causa nenhuma.
O sereno e a brisa da noite que molha os cabelos nas horas ao relento, ou indo ou vindo de alguma festa, com o brilho delirante das estrelas ou a luz escura do luar.
E falando em chuva, que delícia é sentir os pingos da chuva quando ele cai sobre a face... nasce uma vontade incontrolável de rir, um sentimento totalmente infantil e tão gostoso quanto a infância.
É entre um final e outro que construimos e reconstruimos a vida, organizamos a casa para outro fim.
Os finais são constantes e inevitáveis.
Sempre alegres e muito tristes.
Eu quero mesmo, é suar na chuva!

domingo, 22 de novembro de 2009

onde é que está?

Dia após dia venho constatando que não dá para esperar nada de ninguém.
Quer algo, faça você mesmo. Nem que seja escrever coisas que você gostaria de ouvir das outras pessoas, e você sabe que elas nunca irão dizer.
Quer ouvir algo romantico? Leia Neruda.
Quer sonhar, imaginar-se num conto de fadas? Leia Galeano.
Quer lutar contra a opressão e os opressores? Leia Guevara, Gandhi, Fidel Castro etc...
Quer viver? Nunca acredite nas verdades puras do que lês ou ouves.
Sabes de uma coisa, prefiro me iludir com as mentiras dos livros do que com as verdades dos homens.
Talves um dia eu também escreva um livro, por que não?! Quem duvidar é louco.
Me disseram que eu era louca de querer fazer uma faculdade, e mais louca ainda de escolher uma federal...
Confirmei a tese: sou louca!
Acho que isso não é novidade nenhuma.
Prefiro assim, ser uma louca feliz, sozinha e repleta de amigos, sonhadora, idealista, perfeccionista, as vezes hipócrita, teimosa ou persistente, chorona, limitada ...
No teatro da vida as vezes é melhor criar personagens para encarar a vida real, seja Merilym Monroe ou uma palhaça de rua ... nessas horas é que sou feliz!

sábado, 21 de novembro de 2009

EXTRATUS VARIUS

E aí, gostou do título. Esse é o nome do programa que eu e a Heloise temos na rádio comunitária. . O programa vai ao ar aos sábados das 18 às 20 hs.
Hoje comentei com o Angelo que esse nome parecia marca de extrato de tomate (risos), ele nem se deu ao trabalho de concordar poquer ele nunca gostou desse nome.
O programa é uma mistura muito louca de sons de vários estilos. Você pode ouvir Jazz, pop, MPB, rock, blues, R&B, rocabille, pop rock, tecno (eletronica), e outras coisas amis que dê vontade de tocar e que você tiver vontade de ouvir.
Claro que diante de uma diversidade destas, não poderiamos nos conformar em tocar só músicas, assim que fizemos do programa um informativo musical também. Os últimos lançamentos estão sempre em destaque, agenda de shows, discos e premios de música.
Ainda não é exatamente o programa que gostaria de apresentar, mas um dia chego lá. Infelizmente não posso tocar no rádio as coisas que eu quero ouvir, para isso exitem outros recursos. No rádio é preciso tocar aquilo que os ouvintes querem também.
Acho uma lavagem cerebral o que fazem hoje as rádios tocando apenas um ou dois ritmos de música o dia todo. As pessoas ficam tão limitadas aquele gosto musical que é imprimido pelas rádios (e por tras o mercado fonográfico)e acabam se acomodando e não experimentando novos sons, outros sentimentos que as diferentes músicas tem o poder de fazer sentir.
Para mim, a música é o grito da alma. A boa música, aos meus ouvidos, é aquela que toca além das emoções (se é que isso é possível). Sou muito eclética, mas só pude ser depois que saí da rotina do rádio e ouvi música de outras forma, por outros veículos.
O que eu gostaria é que o rádio fosse uma fonte cultural e que oferecesse às pessoas todos os estilos musicais possíveis, para que elas pudessem optar por uma ou outra música, ou várias músicas. Por hora, é só mais um sonho meu, incompreendido e inviável na sociedade capitalista interiorana.
Mas se é verdade o que disse Mário Quintana, que a beleza está em olhar as estrelas e não em chegar ao horizonte, vou sonhando e cantando a vida com os acordes das estrelas.
É, talves o nome não seja o ideal, é estranho, uma massa de tomates... vamos espremer para sair o suco.