domingo, 12 de setembro de 2010

Na luz do teu olhar


NA LUZ DO TEU OLHAR 

 
(22º Carijo da Canção Gaúcha – Palmeira das Missões/RS)

Autor: Rômulo Chaves
Músico: Piero Erno
Intérprete: Jean Kirschoff








Talvez uma estrela se faça sinuela pra este brilho teu
Ou quem sabe o vento perceba o lamento deste meu canto
Que esta guitarra soltou as amarras de um jeito meu
Trazendo a essência da flor da querência nos teus encantos

Minha nostalgia nestas noites frias se faz companheira
E a seiva do amargo, um vício que trago, me acalma um pouco
Amanso esta vida buscando guarida no olhar da boieira
Na luz que me guia sou parco em poesia buscando teu porto, buscando teu porto

Então no momento em que meu sentimento busca teu destino
A rima singela te traz às janelas do meu sonhar
Pra ser feliz no rancho que fiz no rincão sulino
Me sinto completo tendo por perto a luz do teu olhar

O meu coração que já foi redomão se quedou tão manso
Meus olhos curtidos ficaram perdidos querendo te ver
Na noite xirua, na calma da lua, me trouxe remanso
Busquei meu caminho seguindo os carinhos do teu bem querer

Com sinceridade sem meias verdades te digo o que sinto
A inspiração me deu voz e canção pra o teu agrado
Pois sei que preciso ganhar teu sorriso por isso não minto
Te digo que amo, em meu peito te chamo: vem ficar ao meu lado. Vem ficar ao meu lado!

Então no momento em que meu sentimento busca teu destino
A rima singela te traz às janelas do meu sonhar
Pra ser feliz no rancho que fiz no rincão sulino
Me sinto completo tendo por perto a luz do teu olhar

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Remoendo o passado

Não sei porque eu insisto em olhar fotos, tantas fotos felizes que me deixam tão triste. Já hoje a tarde falava com uma amiga querida, uma pessoa maravilhosa que vim a conhecer recentemente, que sou daquelas pessoas que vivem mais de passado do que de futuro, que trago no peito as memórias todas, boas e ruins, das minhas vivências.
Ao rever as fotografias, que são imagens fixas do passado, vejo tantos sorrisos e momentos felizes em rostos de pessoas que amei que ainda amo muito. A tristeza vêm quando não posso estar mais tão próxima de quem eu amo, daquelas pessoas com quem verdadeiramente partilhei uma amizade sem enganos e nem decepções. Mas hoje, o sentimento que grita mais forte é o de mágoa quando vejo sorrisos de pessoas falsas, parecendo ser “a (o) melhor amiga (o) do mundo” e de todos.
Me pergunto, podem existir pessoas com tamanha capacidade de enganar pessoas e ainda se fazerem de “santinhas” e “inocentes” como quem nunca fez nada e não sabe de nada? Pode ser uma bela escola de teatro que tais pessoas participam porque para mim é impossível imaginar.
Ainda na conversa com esta minha nova senhora amiga, revelei a ela que sou também dessas pessoas que não esquecem facilmente as traições e que leva muito tempo para conseguir perdoá-las. As feridas ficam abertas e ao menor grão de poeira elas sangram freneticamente.  
Pois é, eu sou assim, e por não esquecer esses sentimentos ruins e, o pior, ainda cultivá-los, fico mal, choro sozinha, escrevo meus desabafos, e, quando a raiva toma conta, penso que não há nada que o tempo e a distância não possam curar. Novos amigos e amigas virão em cada nova investida da minha vida e novamente as alegrias e decepções estarão juntas.
Amarei para sempre aqueles que são verdadeiros, jamais esquecerei as falsidade.

domingo, 22 de agosto de 2010

Sou da noite

As noites sempre companheiras
Dos sonhos, das viagens acordadas
Das leituras tantas e verdadeiras
Que antecedem o sono aguardado

Noites que chegam sempre de mansinho
Embriagando com o cheiro do orvalho
Aqueles que ousam com um versinho
Escrever um conto qualquer e falho

Vestistes negro como uma bela dama
Ou uma jovem em inflorescência
Que borda pedras de brilhantes mil
Iluminando o negro por essência

Te tornastes amante dos poetas
Inspiração dos amantes
Sonho dos prisioneiros

És a rainha das festas
Companheira dos viajantes
E minha por inteiro.

Josiane Canterle, 22 de agosto de 2010